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Recentes
estudos na Califórnia e África do Sul estão colocando os micróbios em foco com
diferenças em diferentes lugares e com diferente cultivo e o resultado no sabor
do vinho.
No
estudo feito na University of Califórnia, liderado pelo professor David Miller,
a grande variedade de micróbios resultando em diferencias de sabor, os faz
pensar que talvez a carga de micróbios é o melhor indicador de terroir. Eles
viram que existe grandes variedades de micróbios em diferentes regiões com os
mesmo varietais, e mesmo em diferentes lugares em Napa Valley os micróbios
mudam bastante. Com avanço de tecnologia de análise chamado PCR, fica possível
identificar rapidamente centenas de DNAS de apenas uma amosta e eles conseguem
registrar a total diversidade.¹
Cientistas
da Universidade de Stellenbosch, na
África do Sul, fizeram um estudo
liderado por Mathabata Evodia Setati,² fazendo uma mapa de micróbios nas uvas em
três diferentes vinhedos. Amostras de uvas foram colhidas de três vinhedos com
três diferentes proprietários, três vizinhos diretamente grudados um com outro.
As cepas e vinhedos foram plantados na mesma época usando o mesmo sistema de
condução. Os três viticultores usam três diferentes métodos de cultivo,
convencional, produção integrada (IPW) e biodinâmico.
Concluíram
que não apenas houve grandes diferencias em quantidade e tipo dos micróbios nos
diferentes vinhedos, mas também houve diferentes combinações e variedades em
diferentes partes no mesmo vinhedo. Essas diferentes comunidades de leveduras,
bactérias e fungos nas uva, contribuíam no processo de fermentação resultando
em diferentes sabores e aromas no vinho final.
Os
vinhedos biodinâmicos e (talvez surpreendente) convencionais, tiveram a maior
população de leveduras comparado ao vinhedo com cultivo integrado. O
biodinâmico teve a maior biodiversidade de leveduras. De outro lado, o cultivo biodinâmico e integrado teve mais
similaridades no tipo de populações de leveduras, mesmo sendo diferentes.
Constataram
que diferentes fileiras de videiras no mesmo vinhedo, tiveram grandes
diferencias de populações. Pequenas diferenças dentro do vinhedo como a
temperatura e a posição da videira em relação do sol, resultou em grandes
diferenças na população de leveduras que podem alterar muito o sabor no vinho
final.
O
estudo reforça a vantagem e a possibilidade de separar a colheita com
diferentes parcelas do vinhedo com diferentes conteúdos de micróbios para ter a
possibilidade de fazer diferentes cuvées com diferentes sabores, ou elaborar
assemblages com uvas com diferentes parcelas.












